Mercado Editorial

Como funciona o mundo da publicação, diferenças entre autopublicação e editoras tradicionais, contratos, direitos autorais e tendências do setor literário no Brasil e no mundo.

curso de escrita criativa vale a pena

Curso de escrita criativa vale a pena ou é furada? Como avaliar antes de comprar

A internet está cheia de cursos de escrita criativa, prometendo realizar o seu sonho, seja escrever melhor, ter leitores, ganhar dinheiro. Particularmente, muitos se aventuram na esperança de se tornar um escritor melhor, mas o que ninguém mostra são as armadilhas por detrás dessas promessas. O Litera Times mergulhou em alguns cursos de escrita criativa e trouxe para voce o que ninguém te conta. Os perigos por detrás das promessas milagrosas.  Leia também: 5 prompts para escrever seu próximo livro.  Saiba mais: 5 gêneros que mais vendem livros seja na Amazon ou na webnovel. Curso de escrita criativa. Porque é tão difícil avalia-los? A resposta raramente é simples. Existem cursos excelentes, cursos medianos e cursos que claramente não entregam o que prometem. O problema é que quase ninguém ensina como diferenciar um do outro antes de pagar. Este guia faz exatamente isso: te dá os critérios objetivos para avaliar qualquer curso de escrita antes de abrir a carteira. Diferente de um curso de Excel ou de inglês — onde o resultado é mensurável —, escrita é subjetiva. Isso cria um ambiente perfeito para promessas vagas que nunca precisam ser comprovadas. Quando um curso de programação promete ‘você vai saber criar um app do zero’, dá para checar. Quando um curso de escrita promete ‘você vai encontrar sua voz autoral’, como você vai provar que não encontrou? Essa subjetividade protege instrutores que não entregam — e prejudica escritoras que investiram dinheiro real em conteúdo que não serve para nada. Os 6 critérios para avaliar qualquer curso antes de pagar 1. O instrutor tem currículo verificável? Essa é a primeira pergunta e a mais importante. O instrutor efetivamente publica? Tem livros disponíveis para compra? Tem contratos com plataformas? Tem histórico real de trabalho como escritor? Qualquer pessoa pode se declarar ‘escritora profissional’ ou ‘especialista em narrativa’. O que você precisa verificar é se existe obra publicada, contrato ativo ou trajetória documentada — e não apenas depoimentos de alunos satisfeitos. Como checar: Pesquise o nome da instrutora na Amazon, Wattpad, editora tradicionais ou Wbnoveis. Veja se ela menciona títulos publicados — e se esses títulos existem de fato Procure o perfil nas plataformas e veja número de leituras, avaliações e atividade Se ela diz que tem contrato exclusivo, veja se o livro aparece na plataforma   Cuidado Instrutora que ensina a publicar na Amazon, mas não tem nenhum livro publicado lá. Ou que mostra ‘prints de ganhos’ sem nenhum livro verificável associado. 2. O que exatamente o curso promete ensinar? Uma promessa vaga é sempre um sinal de alerta. Compare os dois tipos de descrição abaixo: Promessa vaga Promessa específica ‘Você vai descobrir sua voz autoral e aprender a escrever histórias que prendem o leitor’ ‘Você vai estruturar 3 capítulos usando o método X, com feedback individual da instrutora em cada entrega’ ‘Vou te mostrar como transformar sua escrita em fonte de renda’ ‘Ao final do curso, você vai ter um livro bem escrito, com checklist de aprovação’ ‘Aprenda os segredos dos escritores de sucesso’ ‘Módulo 1: estrutura de capítulo; Módulo 2: criação de personagens; Módulo 3: gancho e cliffhanger — 8 aulas de 40 minutos cada’ Cursos sérios descrevem o conteúdo de forma detalhada porque têm conteúdo de qualidade para mostrar. Cursos que vendem expectativa precisam ser vagos para não ser cobrados depois. 3. Existe promessa de renda ou de sucesso garantido? Este é um dos sinais de alerta mais confiáveis — e também um dos mais ignorados porque as promessas chegam embaladas em linguagem motivacional. Alguns exemplos de como aparecem: “Ganhe em dólar escrevendo do seu sofá” “Faturei R$10.000 no mês com meus livros — e te mostro como” “Em 30 dias você já pode estar recebendo pela sua escrita” “Escritoras que fizeram esse curso hoje têm contratos exclusivos” O problema não é que monetização seja impossível — é que ela depende de variáveis que nenhum curso controla: qualidade do texto, gênero escolhido, consistência de publicação, performance na plataforma e, em boa parte, sorte editorial. Um curso honesto pode te ensinar o processo. Não pode garantir o resultado.    Alta gravidade de alerta Qualquer curso que use prints de pagamento, valores de faturamento ou depoimentos do tipo ‘fiz o curso e no mês seguinte estava ganhando X’ como argumento de venda. Esses prints não são verificáveis e podem ter sido gerados de qualquer forma. 4. Existe política de reembolso clara? No Brasil, o Código de Defesa do Consumidor garante 7 dias de arrependimento para compras online — ou seja, qualquer curso vendido digitalmente é obrigado a oferecer reembolso nesse prazo. Isso não é diferencial: é lei. O que diferencia um curso sério é o que acontece fora desse prazo mínimo. Perguntas que você deve fazer antes de comprar: Qual é o prazo exato de reembolso oferecido? O reembolso é automático ou precisa de solicitação com justificativa? Existe taxa de cancelamento ou o valor é devolvido integralmente? Se o curso for ao vivo, o que acontece se você perder as aulas? Existe acesso vitalício ao material ou ele expira?   Perigo Cursos que escondem a política de reembolso nas letras miúdas, que exigem ‘comprovação de que o método não funciona’ para liberar o reembolso, ou que simplesmente não respondem quando você pergunta sobre cancelamento. 5. O que os alunos reais dizem — e onde dizem? Depoimentos no site do próprio curso não são evidência confiável. Qualquer vendedor escolhe os depoimentos mais favoráveis para publicar — e alguns são escritos pelo próprio produtor do curso. Onde procurar avaliações reais: Reddit (r/brasil, r/escritores, grupos específicos de escritoras) Grupos fechados de escritoras no Facebook — busque o nome do curso nesses grupos Twitter/X — mencione o nome do curso e veja o que aparece Comentários em vídeos do YouTube da instrutora Trustpilot e Reclame Aqui, quando o produtor tem empresa registrada O que você está buscando não é unanimidade — toda experiência tem variação. Você está buscando padrões. Se múltiplas pessoas independentes reclamam da mesma coisa (sem acesso ao material depois do pagamento, sem feedback prometido,

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Contrato da Lera. 13 clausulas para o escritor ficar alerta

Contrato da Lera: 13 clausulas para o escritor ficar alerta

Contrato da Lera. O que não vi em nenhum outro lugar Analisamos o contrato da CHANGDU (HK) TECHNOLOGY LIMITED, empresa operadora da plataforma MoboReader, Lera e Manobook O documento contém uma cláusula que não vimos em nenhum outro acordo do setor: a retroatividade automática — que permite à plataforma aplicar novos termos contratuais desde o primeiro dia em que o autor publicou qualquer obra. Por equipe jurídica do Litera Times  ·  Análise baseada em documento original  ·  Este conteúdo é informativo e não substitui assessoria jurídica profissional   A cláusula que reescreve o passado Contratos editoriais normalmente valem a partir da data de assinatura. O contrato da MoboReader/Lera tem uma disposição diferente — e sem precedente nos acordos que analisamos até hoje. A cláusula VII.2 estabelece que, se o autor e a plataforma assinarem um novo contrato no futuro (seja por atualização de termos, mudança de modalidade ou qualquer outra razão), os termos do novo acordo valem retroativamente desde a data do primeiro contrato assinado — ou desde a data em que a primeira obra foi publicada na plataforma, o que vier antes. Leia também: Lera como funciona e como ganhar dinheiro escrevendo romances Retroatividade automática Na prática: imagine que você assinou um contrato com termos razoáveis em 2023. Em 2025, a plataforma atualiza seus termos, exige que você assine um novo acordo e, automaticamente, esse novo contrato passa a valer desde 2023. Qualquer piora nas condições — percentual de royalties, restrições de uso, penalidades — é aplicada retroativamente a todo o período anterior. Você não pode contestar, porque assinou o novo contrato. × Como a cláusula de retroatividade funciona na prática 1. Autor assina o contrato original em 2023 com termos vigentes. 2. Em 2025, a plataforma atualiza seus termos — por decisão interna, mudança de modelo de negócios ou qualquer outro motivo. 3. A plataforma solicita que o autor assine um novo contrato para continuar publicando. 4. O novo contrato passa a valer retroativamente desde 2023 — ou desde a data da primeira publicação, o que for anterior. 5. Todos os contratos anteriores são automaticamente extintos sem necessidade de acordo formal. O autor perde qualquer proteção que os termos anteriores garantiam.  As cláusulas críticas !Qualquer crítica pública à plataforma pode suspender todos os seus royalties Atenção máxima:  O contrato proíbe expressamente o autor de publicar “comentários impróprios ou desfavoráveis” sobre a plataforma ou suas obras. Se a plataforma considerar que algum comentário causa dano à sua reputação, pode: (1) exigir que o autor delete o conteúdo em 10 dias, (2) reter todos os royalties pendentes durante esse período e (3) se não houver ação em 15 dias, parar definitivamente os pagamentos e manter a obra na plataforma. A plataforma define sozinha o que é “desfavorável”. !A plataforma pode suspender todos os pagamentos durante qualquer disputa — sem prazo definido:Em caso de qualquer disputa relacionada aos direitos autorais ou ao contrato, a plataforma tem o direito de suspender todos os pagamentos até a resolução final do conflito — independentemente de haver ou não ação judicial em andamento. Não há prazo máximo para essa suspensão. Uma disputa simples pode congelar meses de royalties acumulados. !O autor precisa solicitar ativamente o pagamento — não há transferência automática: Ao contrário da maioria dos contratos do setor, aqui o pagamento não é automático. O autor deve acessar o sistema da plataforma em datas específicas (entre o 6º e o 10º dia do mês) e iniciar manualmente uma solicitação de pagamento. Se não fizer isso, a plataforma tem o direito de atrasar o pagamento indefinidamente. Uma falha de prazo ou um dado incorreto no cadastro também suspende o pagamento sem responsabilidade da plataforma. !Acusação de plágio — mesmo preliminar — suspende todos os royalties:  A plataforma pode reter todos os royalties devidos ao autor com base em uma “confirmação preliminar” de plágio — sem processo formal, sem prazo para investigação e sem garantia de pagamento retroativo caso o autor prove sua inocência. A obra pode ser removida sem aviso prévio durante o período de investigação. !Renovação automática perpétua — até o fim da proteção autoral: O contrato começa com 5 anos de prazo inicial e renova automaticamente por mais 5 anos ao final de cada período, sem limite de renovações — até que os direitos autorais se extingam. Para encerrar, o autor precisa enviar aviso formal escrito antes do vencimento de cada período. Uma falha nesse controle significa décadas adicionais de vínculo contratual. !Obra pode ser removida sem aviso por conteúdo considerado “não conforme”:  A plataforma pode remover ou excluir qualquer obra — integralmente ou em partes — sem notificação prévia ao autor, caso considere que o conteúdo é ilegal ou não está em conformidade com as normas da plataforma. O que constitui “não conformidade” é definido internamente, sem critérios objetivos fixados no contrato. !“Lucro líquido” com deduções vagas definidas unilateralmente pela plataforma: O percentual de 50% é calculado sobre o “lucro líquido”, definido como receita total menos “custos operacionais da plataforma e custos de canal de pagamento” — sem limites, sem detalhamento e sem prestação de contas obrigatória. O autor recebe 50% de um valor que a própria plataforma calcula, sem critérios objetivos previstos no contrato. Cláusulas que merecem atenção ~A plataforma decide sozinha o preço, a forma de publicação e os canais de venda:  Todos os aspectos comerciais da obra — precificação, formato, canais, marketing e promoção — são decididos exclusivamente pela plataforma, sem consulta ao autor. O escritor não tem qualquer poder sobre como sua obra é comercializada. ~Sublicença para afiliadas e terceiros sem necessidade de autorização adicional:  A plataforma pode usar os direitos concedidos diretamente ou permitir que afiliadas e terceiros autorizados os utilizem — sem precisar consultar o autor novamente. A obra pode circular por uma rede de parceiros desconhecidos pelo escritor. ~O autor deve atualizar a obra conforme os padrões e requisitos da plataforma:  O autor é obrigado a atualizar a obra de acordo com as exigências da plataforma — incluindo cronogramas, padrões de publicação e horários de postagem — até que a obra esteja concluída. Não

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Contrato Hopwriter/tapon

Contrato HopWriter/Tapon: Não assine antes de ler isso

Contrato HopWriter. o que é?  Analisamos o contrato HopWriter/Tapon pertencente da Union Read Limited, plataforma que opera sob legislação chinesa e oferece condições que, em vários pontos, são ainda mais restritivas do que o já preocupante contrato da Buenovela. O pior: você pode assinar por tempo indeterminado sem perceber. Por equipe jurídica do Litera Times  ·  Análise baseada em documento original  ·  Este conteúdo é informativo e não substitui assessoria jurídica profissional O perigo que começa no título: “direitos autorais completos” O contrato prevê a cessão de “direitos autorais completos, sublicenciáveis”. Na prática, isso significa que, ao assinar, o escritor não está licenciando — está transferindo a propriedade intelectual da obra para a plataforma, pelo tempo que durar a proteção autoral. ∞ Duração efetiva do contrato: até o fim da proteção dos direitos autorais pela lei chinesaNa China: vida do autor + 50 anos. Para obras de coautoria: 50 anos após a morte do último autor sobrevivente.   O Artigo 49 da Lei de Direitos Autorais (LDA) diz que a cessão de direitos deve ser interpretada restritivamente.   O fato de usarem a Lei Chinesa como base é um alerta vermelho de “conflito de jurisdição”. Isso significa que, se você quiser processá-los, teria que fazê-lo na China, o que é financeiramente inviável para 99% dos escritores. Leia também: Contrato da Buenovela. o que o escritor perde ao assinar. As clausulas mais perigosas ! Duração: até o fim da proteção autoral — que na China é vida do autor + 50 anos: O período de vigência começa na assinatura e termina com o fim da proteção legal de direitos autorais conforme a lei chinesa — não há prazo fixo, não há renovação automática porque simplesmente nunca termina durante a vida do autor. Enquanto a Buenovela prendia por 5 anos, a Union Read prende essencialmente para sempre. ! O autor não pode criticar a plataforma publicamente — sob pena de sanções econômicas Exclusivo: O contrato proíbe expressamente que o escritor “fabrique fatos para divulgar informações falsas nas redes sociais para prejudicar a reputação da Parte B”. O problema está na amplitude da cláusula: a empresa decide o que é “falso” ou “prejudicial”. Qualquer reclamação pública — mesmo legítima — pode ser interpretada como violação contratual, gerando “sanções econômicas e medidas judiciais”. Esta cláusula silencia o escritor. ! Disputas resolvidas em tribunal na China, cidade de Hangzhou:  Diferentemente da Buenovela (arbitragem em Singapura), a Union Read leva os conflitos a um tribunal estatal chinês — o Tribunal Popular do Distrito de Xihu, em Hangzhou, Zhejiang, China. Além da barreira logística, o sistema judicial da China não possui os mesmos mecanismos de reconhecimento de decisões estrangeiras que o Brasil aplica. Na prática: se houver conflito, o autor brasileiro não tem caminho viável para se defender. !Cessão de direitos autorais completos — não é uma simples licença:  define a natureza da cessão como “direitos autorais completos, sublicenciáveis”. A cláusula 3.3 lista o que isso inclui: reproduzir, alterar, distribuir, traduzir para todos os idiomas, adaptar para filmes, séries, jogos, produtos de áudio, literatura visual, compilar em antologias, serializar, gravar em áudio e vídeo — além de “qualquer outro direito que o proprietário dos direitos autorais possa ter de acordo com as leis e regulamentos da China”. Uma cessão irrestrita. ! A obra pode ser penalizada e removida se o autor parar de atualizar por 1 mês:  Se o autor não publicar novos capítulos por mais de 1 mês — por qualquer motivo pessoal, de saúde ou criativo — a plataforma pode retirar o livro do aplicativo e atrasar os pagamentos. Não há definição de prazo para normalização, nem processo de contestação previsto. É uma penalidade automática e unilateral. ! Sublicença para qualquer terceiro sem precisar avisar o autor:  A plataforma pode sublicenciar os direitos autorais para qualquer pessoa ou empresa, a qualquer momento, durante toda a vigência do contrato — sem exigir autorização prévia do autor. A obra pode ser repassada para outras plataformas, produtoras, editoras ou empresas completamente desconhecidas pelo escritor. ! O contrato é regido pelas leis da República Popular da China:  Todo o acordo é interpretado e executado com base na legislação chinesa — incluindo a Política de Direitos Autorais, o Código Civil e a lei de contratos da China. O autor brasileiro, ao assinar, abre mão das proteções garantidas pelo direito autoral brasileiro (Lei 9.610/98), que é significativamente mais favorável aos criadores em pontos como inalienabilidade dos direitos morais e prazos de proteção. ! Multa de US$ 5.000 + compensação total de perdas para quem quiser sair antes:  Se o autor solicitar o encerramento antecipado, deve: (1) reembolsar o bônus de assinatura recebido, (2) pagar US$ 5.000 em danos liquidados e (3) compensar todas as perdas econômicas causadas à plataforma — sem teto definido. Diferente da Buenovela (20x receita bruta), aqui o valor fixo é menor, mas a cláusula de “compensar perdas” é aberta e pode resultar em valores imprevisíveis. As clausulas que merecem atenção ~Preço e número de capítulos gratuitos definidos exclusivamente pela plataforma:  A Parte B decide sozinha quanto cobrar por cada capítulo, qual é o modelo de monetização e quantos capítulos são gratuitos. O autor não tem voz ativa na precificação de sua própria obra. ~ Receita publicitária, taxa de honorários e outros rendimentos indiretos são excluídos do cálculo:  Apenas receitas geradas por “compra direta e assinatura” entram no cálculo dos 50%. Receita de publicidade, honorários de plataforma e outras fontes de renda que a plataforma obtém com base nas obras ficam de fora — sem divisão com o autor. ~Pagamento só ocorre a partir de US$ 100 acumulados: enquanto o saldo não atingir US$ 100, o pagamento é acumulado para o mês seguinte, sem prazo máximo definido. Para autores em início de plataforma, isso pode significar meses sem receber. ~Todas as taxas bancárias e do PayPal ficam por conta do autor:  Qualquer taxa cobrada pelo banco ou pelo PayPal durante a transferência é descontada do valor recebido pelo autor — incluindo conversão de moeda, tarifas internacionais e IOF. ~A plataforma pode transferir

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5 gêneros que mais vendem livros

Os 5 gêneros que mais vendem livros. Seja na Webnovel ou na Amazon

Quais sãos os 5 gêneros que mais vendem? É verdade que um bom marketing vende livros ruins. Tem um monte de livros ruins sendo bestsellers e ganhando milhões de leitores.  Tem escritor medíocre faturando muito, enquanto escritores bons morrem no esquecimento. Mas esses escritores têm uma coisa que talvez voce não tenha. Eles estão escrevendo o que o leitor quer ler. Eles utilizam os gêneros certos e fisgam o leitor na hora exata. Leia também: Como ganhar dinheiro escrevendo histórias em 2026. guia completo Descubra os 5 generos que mais vendem livros no brasil no ano de 2026.  Por que o gênero certo faz toda a diferença? No mundo das webnovels, o gênero não é apenas uma etiqueta; é uma promessa de satisfação. O leitor dessas plataformas consome histórias de forma voraz e busca sentimentos específicos (o “vibe check”). Se você errar o gênero, o algoritmo não saberá para quem mostrar sua obra, e seu esforço será desperdiçado. ↳ A lógica do algoritmo: o que a plataforma promove As plataformas promovem o que mantém o leitor engajado por 100, 200 ou 500 capítulos. Elas buscam: Retenção: Gêneros que permitem ganchos (cliffhangers) constantes. Identificação imediata: Capas e títulos que deixam claro o tropo principal. Volume de busca: Temas que já possuem uma base de fãs sólida e ativa. ▶ Gênero 1 — Lobisomem / Shifter O que os leitores esperam: Rejeição, companheiros de alma (fated mates), a dinâmica de matilha e a busca de uma “Luna” por seu lugar. O que está saturado: A mocinha fraca que é rejeitada pelo Alfa e passa 50 capítulos apenas chorando. Como entrar com um ângulo original: Inverta a dinâmica de poder. Em vez da mocinha sem lobo, que tal uma loba de uma linhagem extinta que o Alfa precisa desesperadamente? Ou um cenário urbano onde a matilha opera como uma corporação moderna. Elementos que funcionam: O “Instinto Protetor” levado ao extremo e a tensão da proximidade forçada. ▶ Gênero 2 — Bilionário / CEO O que os leitores esperam: Poder, luxo, controle e a vulnerabilidade que apenas a protagonista consegue arrancar do “homem de gelo”. O que está saturado: A secretária ingênua e o chefe arrogante sem nenhuma profundidade além do dinheiro. Como entrar com um ângulo original: Dê ao CEO um segredo que o dinheiro não pode resolver. Foque em CEOs de nichos diferentes (tecnologia verde, restauração de arte) ou inverta os papéis: uma herdeira poderosa e um protagonista que precisa provar seu valor. ▶ Gênero 3 — Bebê Secreto O que os leitores esperam: Reencontros carregados de mágoa, a revelação chocante e a redenção do pai que não sabia da existência da criança. O que está saturado: Fugir por 5 anos sem uma razão lógica realmente forte, apenas para criar drama. Como entrar com um ângulo original: O bebê não precisa ser um segredo por maldade. Talvez a protagonista tenha perdido a memória, ou o “segredo” seja necessário para proteger a criança de uma ameaça maior (cruzando com o gênero Máfia, por exemplo). ▶ Gênero 4 — Máfia / Dark Romance O que os leitores esperam: Perigo, moralidade cinzenta, anti-heróis possessivos e o “quem fez isso com você?”. O que está saturado: Violência gratuita sem desenvolvimento emocional ou protagonistas masculinos que são apenas abusivos sem nenhum arco de redenção. Como entrar com um ângulo original: Explore máfias menos convencionais ou foque na inteligência da protagonista dentro da organização. Ela pode ser a estrategista, e não apenas o “troféu” do Don. ▶ Gênero 5 — Casamento Arranjado O que os leitores esperam: Inimigos que se tornam amantes (enemies to lovers), o “só existe uma cama” e a construção lenta da confiança. O que está saturado: Casamentos por dívidas de jogo do pai (é um clássico, mas exige um tempero novo). Como entrar com um ângulo original: Faça do casamento um contrato de conveniência mútua onde ambos têm objetivos ambiciosos. A tensão surge quando os interesses profissionais colidem com os sentimentos reais. Como escolher o gênero certo para você? Quando as pessoas escutam falar sobre plataformas de escrita, torcem o nariz. muitos escritores se recusam a escreve o que vende, o que o leitor realmente quer ler. O mercado é extenso cheio de oportunidades e muitos escritores perdem a chance de criar uma comunidade de leitores por ego. Escrever aquilo que eu gostaria de ler, pode funcionar desde que voce encontre esse grupo que tenha o mesmo gosto que voce.  Porém a escrita deixou de ser a muito tempo um mito de que só escreve livros quem tem talento. Escrever é técnica, treinamento e disciplina. um pouco de talento ajuda a empurrar as coisa, mas ele sozinho não resolve nada.  Pegue apenas um gênero e o adicione ao seu livro. Escreva algo em cima disso que seja totalmente novo, algo realmente fascinante. Essa é a receita do bolo e não se faz bolo apenas com um ingrediente.  O que escritores de alto desempenho entende é algo fundamentalmente diferente do que a maioria pensa: Livro é um produto, você precisa vendê-lo.  Dica Litera Times: O sucesso vem de entregar o que o leitor quer, de uma forma que ele não esperava.    

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Tendências literárias

Tendências literárias para 2026: o que os leitores estão buscando agora

Conheça as Tendências literárias 2026 O início de 2026 já mostra mudanças claras no comportamento dos leitores e no mercado editorial. As buscas no Google, o sucesso nas redes sociais literárias e o desempenho de determinados gêneros indicam quais histórias estão conquistando mais espaço — e quais formatos vieram para ficar. Se você é leitor, escritor ou criador de conteúdo literário, entender essas tendências é essencial para escolher melhor suas leituras, planejar escritos ou atrair tráfego para seu site. A seguir, veja as principais Tendências literárias para 2026: o que os leitores estão buscando agora. Leia também: 5 prompts para você escrever seu próximo livro 1. Romantasy continua em crescimento O gênero romantasy — a fusão entre romance e fantasia — não apenas se consolidou, como segue em expansão em 2026. Os leitores buscam: Mundos fantásticos bem construídos Protagonistas femininas fortes Relações amorosas intensas e complexas. Nas plataformas, esse tema é dominado pelos lobisomens. Em algumas plataformas como Buenovela, Alphanovel e Letterlux esse gênero chega a ser o mais lido. Lobisomens e Alfas continuam sendo os donos da Buenovela e Lera, mas a tendência agora é o “Alfa Protetor vs. Heroína Independente”. Chega daquela mocinha que só aceita ordens. As leitoras querem personagens femininas que batam de frente, que tenham suas próprias carreiras ou segredos. Leia também: Concursos literários 2026. Ganhe até U$ 10.000 escrevendo sua história. 2. Romance segue como o gênero mais procurado Mesmo com novas tendências surgindo, o romance permanece líder absoluto. Em 2026, ele aparece com novas abordagens: Romance contemporâneo com temas emocionais profundos Histórias que exploram ansiedade, luto e autoconhecimento Relacionamentos mais realistas e menos idealizados Leitores procuram conexão emocional e identificação — mais do que finais perfeitos. Nas plataformas online O famoso “Fake Dating” ou casamento por conveniência está mais forte do que nunca no Tapon. O diferencial de 2026 é a Vingança. Histórias onde o casal se une para destruir um inimigo em comum (como uma ex-sogra megera ou um primo traíra) estão batendo recordes de visualizações. Namoro falso, renascimento e babá são temas altos nas plataformas.  3. Ficção psicológica e emocional ganha força Livros que exploram: Conflitos internosSaúde mentalNarradores não confiáveisHistórias introspectivas.Estão entre os mais buscados. O leitor de 2026 quer sentir, refletir e se reconhecer nas narrativas, não apenas se distrair. Nas plataformas, Diferente dos anos passados, onde tudo acontecia rápido demais, em 2026 o público está amando o Slow Burn (aquele romance que demora a engrenar). O segredo? A tensão tem que ser palpável. Os leitores querem ver a faísca antes do fogo, com diálogos afiados e muita provocação. 4. Personagens imperfeitos e histórias realistas Heróis impecáveis estão perdendo espaço. Em 2026, cresce o interesse por:Personagens falhosDecisões moralmente ambíguasHistórias mais humanas e imperfeitas. Essa tendência aparece tanto na ficção contemporânea quanto na fantasia e no romance. O segredo? A tensão tem que ser palpável. Os leitores querem ver a faísca antes do fogo, com diálogos afiados e muita provocação. 5. Influência contínua do BookTok e Bookstagram As redes sociais literárias continuam moldando o mercado. Em 2026:Livros que viraliza tendem a gerar picos de busca Leituras indicadas por criadores geram curiosidade imediata Opiniões autênticas têm mais peso que publicidade tradicional mesmo leitores críticos usam essas plataformas como ponto de descoberta, ainda que formem sua própria opinião depois. A leitura no celular pede capítulos que fluam bem. Frases curtas, muitos diálogos e descrições que façam a pessoa “ver” a cena como se fosse um filme. Lembre-se: em 2026, a concorrência é com os vídeos curtos, então seu texto precisa ser tão viciante quanto um scroll no TikTok.

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